ALANNA SOUTO


Quem é Alanna Souto?

Sou professora e pesquisadora engajada em uma "nova" Cartografia histórica da Amazônia dentro e fora da academia. E de fora para dentro ou ainda rompendo os muros do colonialismo interno. No sentido de pensar, articular e investigar formas de conhecimentos e práticas de saberes tradicionais sócio- espaciais, geralmente, escamoteado dos mapas oficiais do Estado.

Meu campo político se faz no fazer científico e educacional. E nas artes com versos e prosas. Sou militante intelectual na formação de uma esquerda étnica-racial.

Sou cientista, contista, cronista e poeta.

Umbandista. Escrevo sobre umbanda e afro-religiosidades diversas.

Minha infância foi marcada por redes e bubuia à beira rio na casa de minha vó paterna Duvalina e parentes no Rio Mojú. Passear de canoas e sobreviver a revirada delas. O mergulho é tão profundo quanto a queda no canal salva por uma bota que a licença poética me permiti lembrar. "Tomar banho de canal quando a maré encher".

Considero-me uma mulher cabocla, descendente dos povos indígenas e afro-amazônicos, pois sou neta de avós ribeirinhas, um avô materno negro e filha de um caboclo vindo do rio Moju que conta em suas memórias e das lembranças de meus tios, tias sobre minha bisavó indígena das margens do rio Mutuacá. A ancestral perdida, nunca, jamais esquecida.

Não vivo da miséria da teoria. Nem da teoria da miséria.

Minha utopia é a criação de uma universidade dos povos tradicionais.

Minha distopia é a morte cotidiana de nossa posição. De nossos lugares.

Sem privilégios e sem máscaras brancas, falecimentos precoces na contramão da nossa (R) existência. Autora dos domínios www.semeadura.com e https://www.instituto-cartografando-saberes.com/


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