ALANNA SOUTO CARDOSO


Quem é Alanna Souto Cardoso?

Sou professora e pesquisadora engajada em uma "nova" Cartografia histórica da Amazônia dentro e fora da academia. E de fora para dentro ou ainda rompendo os muros do colonialismo interno. No sentido de pensar, articular e investigar formas de conhecimentos e práticas de saberes tradicionais sócio- espaciais, geralmente, escamoteado dos mapas oficiais do Estado.

Meu campo político se faz no fazer científico e educacional. E nas artes com versos e prosas. Sou militante intelectual na formação de uma esquerda étnica-racial.

Sou cientista, contista, cronista e poeta.

Amo a religião de umbanda, um culto afro-brasileiro, pois em sua diversidade e liberdade. E reverencia e identificação com a pajelança indígena e cabocla. Um religare de liberdade. Escrevi um tempo sobre umbanda. E atualmente me dedico no diálogo, produção científica e ações em defesa do patrimonio histórico dos povos da Amazônia em diversas frentes de trabaho. Girando para as 10 linhas.
 
Nascida no dia 10 de abril de 1981. Filha de um ribeirinho caboclo do Mojú deslocado com seus irmãos forçadamente para cidade de Belem em meados de 1960-70, conseguiu se formar contador competente, meu pai Ademar da Silva Cardoso. Filha da minha saudosa Avó Duvalina do rio mutuacá, dos mistérios das águas do baixo Tocantins. E casado há 46 anos com a minha mãe Ana Célia Souto Cardoso, filha dos meus finados avós marajoaras Corina Nascimento (Afuá) e Armindo Souto (Soure).

Minha infância foi marcada por redes e bubuia à beira rio na casa de minha vó paterna Duvalina e parentes no Rio Mojú. Passear de canoas e sobreviver a revirada delas. O mergulho é tão profundo quanto a queda no canal salva por uma bota que a licença poética me permiti lembrar. "Tomar banho de canal quando a maré encher".

Considero-me uma mulher cabocla, descendente dos povos indígenas e afro-amazônicos, pois sou neta de avós ribeirinhas, um avô materno negro e filha de um caboclo vindo do rio Moju que conta em suas memórias e das lembranças de meus tios, tias sobre minha bisavó indígena das margens do rio Mutuacá. A ancestral perdida, nunca, jamais esquecida.

Não vivo da miséria da teoria. Nem da teoria da miséria.

Minha utopia é a criação de uma universidade dos povos tradicionais.

Minha distopia é a morte cotidiana de nossa posição. De nossos lugares.

Sem privilégios e sem máscaras brancas, falecimentos precoces na contramão da nossa (R) existência. Autora dos domínios www.semeadura.com e https://www.instituto-cartografando-saberes.com/


Twitter    |    Facebook    |    YouTube