Mapeando a filosofia afro diaspórica, gênero e territórios raciais na Amazônia.


Pesquisadora/ membra responsável : Msc. Lívia Noranha.

Cartografar saberes, também, envolve investigar a formação do pensamento na Amazônia referente as elaborações de suas epistemologias nativas, sobretudo, repensar o espaço filosófico Amazônico que ainda se faz espelho da produção filosófica europeia e pouquíssimo dialoga com a tradição filosófica africana de modo avaliar a própria composição filosófica das Áfricas que, também, constituíram os diversos modos de conhecimentos na Amazônia , assim como os povos indígena que aqui já habitavam. Formando assim um espaço afro diaspórico que compartilhou relações com diversos povos nativos. Tal incipiência desse campo de investigação alimenta cada vez mais o epistemicídio do pensamento afro-amazônico, resultante do intenso colonialismo interno. O que se torna ainda mais grave a ausência quando se trata de corpos femininos afro descendentes em que essas mulheres em diversos contextos da África do passado é uma referência matriz, de liderança e matriarcado, inclusive, na gestão política. É nesse sentido que o campo de estudos subalternos comprometidos com o exercício de descolonizar o saber científico filosófico, a memória histórica e a retomada da ancestralidade demarcando essa consciência filosófica africana na Amazônia que precisa libertar o seu corpo, a mente, o território filosófico racial e o gênero das invisibilidades, opressão e das amarras ocidentais.