CLAUDIANA LÍRIO

15/11/2020

Chamo-me Claudiana Sousa Lírio. E sou quilombola e militante dos movimentos sociais desde dos meus 15 anos, faço parte do grupo de mulheres na raça e na cor da federação das organizações quilombolas de Santarém trabalho diretamente com mulheres e jovens de periferia e vulneráveis com pequenos projetos empoderamento feminino e escutar de mulheres que vive em condições de violência. Atualmente sou estudante de Ciência e Tecnologia da UFOPA . Tenho, ainda, curso técnico de segurança do trabalho . E por cinco anos fiz parte Conselho Municipal de Saúde, e sou ativista há mais de duas décadas.   Aceitei fazer parte do grupo de colaboradores de pesquisas do IPPCS- INSTITUTO DE PESQUISA DO PROJETO CARTOGRAFANDO SABERES por entender o perigo de uma história única advinda de cima para baixo e encapsulada nas faculdades de história e antropologia e que pouca alcança as situações históricas , de resistência e de vida dos povos quilombolas para além do tempo presente em conexão com sua memória histórica em diversas frentes de memórias ou ainda para além dos tempos fixos da época em que "os índios eram vassalos " .  E como bem disse a africana Chimamanda Ngozi Adichie  : "Histórias importam. Muitas histórias importam. Histórias foram usadas para espoliar e caluniar. Mas as histórias podem também ser usadas para capacitar, empoderar e humanizar. Histórias podem destruir e despedaçar a dignidade de um povo, mas histórias podem reparar essa dignidade perdida e despedaçada" ( 2009, p. 16. Companhia das Letras).